terça-feira, 10 de junho de 2014

Poesiando 2 - A valsa do medíocre

O que poderia ser mais piegas que um título que relacione tais palavras
Algo nobre e vão
Que passa afoito dentro de um beco – com uma saída estreita

Nunca tive grandes fãs, mas já dei alguns sorrisos de educação
Nunca fui adorada, mas já desenrolei algum agrado
Sem grandes sucessos, grandes fracassos ou qualquer coisa que o valha esta tacanha nomenclatura
E lá vem o medo da mediocridade outra vez!!!
                Estranho pensar que para alguns ela só quer dizer qualidade de vida
Estranho pensar que para outros viver, comer, respirar e trepar não dá nem pro cafezinho
                Estranho seu estranho modo de encarar a tua face sem respeito, com um medo que fere mais fundo que faca no peito, te atirando pro fundo de si

Que nem é poço, nem é fundo
Só o lar e um vagabundo

Que não sabe como se DEVE ser feliz

fadado a dançar pelo RESTO da sua vida
carrega o fado de pisar em si por seus pés a passos trôpegos

rodopiando rodopiando rodopiando

e quebrando os bandolins

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